ARTIGO

O QUE VOCÊ FARIA SE NÃO TIVESSE MEDO?

terça, 19 de março de 2019 às 16:13

Foto: Roberto Tranjan

Essa foi a pergunta de ouro de duas excelentes palestras que participei na semana passada. Embora com focos diferentes, a reflexão sugerida em ambas está vinculada à questão MUDANÇA e o quanto o MEDO afeta esse processo.

A grande questão é: o processo de mudança pode ser positivo? Podemos ultrapassar a barreira do medo e enxergar as possibilidades?  Certamente sim, só precisamos estar preparados, perceber os detalhes e avançarmos, sempre avançarmos.

Trazendo essa reflexão para o âmbito profissional, cada um em sua área tem seus desafios diários, mas, para quem conhece um pouco da rotina do profissional de Comércio Exterior (minha área), talvez entenda com maior sensibilidade o tamanho dos nossos desafios. Coordenamos operações que envolvem outros países, legislações e controles diversos, regras e procedimentos portuários e aeroportuários que mesmo dentro do mesmo país podem variar de forma inacreditável. Diante desse cenário, é possível imaginar que alguém sinta medo? Eu, particularmente não imagino. Penso nesse profissional como alguém corajoso e audacioso, capaz e realizador.

Mas, SIM, o fato é que no dia a dia, a cada publicação de uma nova norma, ajuste de um procedimento de determinado órgão, revisão de regras portuárias sentimos um frio na barriga, uma tensão que toma diversos músculos e uma sensação de perda enorme.

E como saímos disso? Não temos alternativa! É tudo muito dinâmico, os custos envolvidos são altos, não há tempo para passar por muitas fases de recuperação até que estejamos prontos para uma nova etapa. Nós simplesmente vamos e realizamos.

Mas então pensamos: E por que quando se trata de alguma mudança pessoal ou de algum ajuste em nossas atividades profissionais nós tendemos a ser negativamente reativos? Há uma série de fatores que podem justificar, desde uma comunicação inadequada sobre a mudança que se espera até a própria compreensão de que de fato realmente não nos adaptaremos ao novo cenário, mas, fatalmente, o que irá permitir que se entenda, encare e realize as mudanças propostas será nossa CORAGEM. A nossa compreensão de que a transição pode trazer alguns tropeços, mas que o objetivo a alcançar é o que importa.

Pensando sobre o assunto, arrisco dizer que a mudança é aquela garoa grossa e repentina que nos faz mudar a nossa cadeira de lugar na areia da praia buscando abrigo debaixo do guarda-sol naqueles dias muito ensolarados. E por que não juntamos tudo e vamos embora quando a garoa começa? Porque ao olharmos para o céu, percebemos que é, apenas, uma nuvem, não há porque temer, ela logo passa, o sol volta e podemos continuar desfrutando de momento incríveis.

 

Foto: dianeticabrasil

 

Assim desejo que seja os nossos processos de mudança: cheios de inquietude, percepções, reflexões e questionamentos, mas que possamos sempre, acreditar e compreender o resultado daquilo que está sendo proposto.

Sem medo, o que você mudaria hoje?

 

Por Leila Silva

Simplifique os seus negócios internacionais

Venha para a TWS Comex e tenha acesso a tudo isso 24 horas por dia através do TWS Gestão Online